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PILAR 3 · CIBERSEGURANÇA EM ENSAIOS

Um dado clínico só vale o que vale o sistema que o produziu e o conservou

A cibersegurança em ensaios assegura a integridade, a rastreabilidade e a segurança dos sistemas computorizados clínicos, da validação ao audit trail, conjugando os quadros europeu (EudraLex Anexo 11) e norte-americano (FDA 21 CFR Part 11).

A integridade dos dados é uma propriedade dos sistemas

Em ensaios clínicos, a fiabilidade dos resultados depende da integridade dos sistemas computorizados que recolhem, processam e conservam os dados: o eCRF (formulário eletrónico de recolha de dados), o ePRO (resultados reportados pelo participante) e os sistemas IRT/RTSM de randomização e gestão da dispensa. Cada um deve ser validado (Computer System Validation, CSV) e operado com controlo de acessos, rastreabilidade e segurança da informação ISO/IEC 27001.

Dois quadros normativos, uma exigência comum

A conformidade dos sistemas obedece a dois quadros complementares: o europeu EudraLex Anexo 11, integrado nas Boas Práticas, e o norte-americano 21 CFR Part 11, exigível em submissões reguladas pela FDA. Ambos convergem na exigência de validação, audit trail e assinatura eletrónica fiáveis, sustentados nos princípios de integridade ALCOA+. As cinco sub-áreas seguintes detalham a operação.

Referências regulamentares do pilar21 CFR Part 11EudraLex Volume 4 Anexo 11ICH E6(R3)GAMP 5ISO/IEC 27001ALCOA+

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