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PILAR 3 · CIBERSEGURANÇA EM ENSAIOS

A segurança dos sistemas de recolha, randomização e dispensa

Os dados do ensaio nascem e vivem em sistemas computorizados: o formulário eletrónico de recolha de dados, os resultados reportados pelo participante e a tecnologia interativa de randomização e dispensa. A sua segurança é a primeira linha da integridade dos dados.

eCRF, ePRO e IRT/RTSM

O eCRF (electronic Case Report Form) é o formulário eletrónico de recolha de dados do ensaio; o ePRO (electronic Patient-Reported Outcome) recolhe resultados reportados diretamente pelo participante; e o IRT/RTSM (Interactive Response Technology / Randomization and Trial Supply Management) gere a randomização e a dispensa do medicamento experimental. Todos devem ser validados e operados sob controlo, segundo as BPC ICH E6(R3).

Controlo de acessos e segregação de funções

O acesso a cada sistema é nominativo, baseado em perfis e sujeito a segregação de funções, de modo a impedir que uma única pessoa controle etapas incompatíveis. A autenticação, a gestão de credenciais e a revisão periódica de acessos cumprem os requisitos do 21 CFR Part 11 e da norma ISO/IEC 27001.

Integridade dos dados

Cada sistema deve registar quem fez o quê e quando, de forma inalterável, em conformidade com o EudraLex Anexo 11. A integridade não é um atributo acrescentado: é uma propriedade desenhada no sistema.

Obrigações operacionais

  • Validar o eCRF, o ePRO e o IRT/RTSM antes da entrada em produção;
  • Atribuir acessos nominativos por perfil, com segregação de funções;
  • Gerir credenciais e rever periodicamente os acessos;
  • Garantir o registo inalterável das operações (audit trail);
  • Assegurar a continuidade e a recuperação dos sistemas.
Referências regulamentaresICH E6(R3)21 CFR Part 11EudraLex Anexo 11ISO/IEC 27001

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